segunda-feira, 17 de maio de 2010

O acordo com o Irã, valeu a pena?

Cara, eu acho que esse acordo com o Irã foi uma boa coisa, o Brasil, assumir um papel de maior responsabilidade no cenário internacional, ajuda a aumentar o respeito na comunidade internacional, ainda mais em um embrolho desse tamanho. Conseguir um acordo entre o Irã, uma ditadura teológica, com um país da OTAN, a aliança militar coordenada pelos EUA, é um grande passo.
Aqui quero esclarecer que o Irã tem todo o direito de ter um programa nuclear pacífico, e que eu não acredito nesse papo de armas nucleares de destruição em massa, essa desculpa os Estados Unidos já deram para invadir o Iraque, e ficou provado que eles mentiram. A grande verdade é que os Estados Unidos fecha os olhos para Israel que tem a Bomba e agora ficar preocupado que um país como o Irã, aonde eles apoiaram os Aiatolás a tomar o poder, agora tenha a bomba. Se eles realmente estivessem preocupados com a proliferação de artefatos nucleares eles tinham feito Israel desabilitar o dele e trabalhariam para que tanto a Rússia, a China, a Coréia do Norte e os próprios EUA acabacem com os seus arsenais.
Nesse sentido esse acordo é um grande passo, mesmo com a posição do Irã de continuar a produzir isótopos médicos, enriquecidos à 20% ao invés de 90% como os necessários para produzir a bomba A
Todo o país tem o sagrado direito de produzir e desenvolver sua tecnologia, que o Irã aceite a inspeção a AIEA(Agência Internacional de Energia Atômica), assim como o Brasil faz. Mas o que os Estados Unidos e as Nações da Otan querem é reduzir a capacidade tecno-científica de outras nações, lembro do episódio do submarino nuclear brasileiro.
O governo brasileiro fez o que assumiu a fazer, um acordo que reduzisse absurdamente a quantidade de Urânio enriquecido no Irã e que desse à OTAN instrumentos de averiguar a quantidade e o percentual de enriquecimento do Urânio no Irã. Agora esperemos a ONU e a AIEA se manifestar, mas para mim a manutenção de proposta de bloqueio e sanção é a prova de má vontade dos EUA, Inglaterra e França!

Ivo: assumir um papel importante internacionalmente é uma coisa muito importante e deve se dar atenção a nossa politica internacional. Só não acho que seja somente esse o intuido do governo brasileiro. Essa ação teve mais o intuito de pão e circo do que realmente apoiar as ações de planejamento tecnologico de outro país.
Aqui dentro temos problemas graves que, com certeza, são mais importantes do que a política internacional. Nós temos pessoas - pseudo martires - despotas e falsos profetas enriquecendo numa porcentagem entre a médica e a da Bomba, e eles conseguem usar todo o aparato político para defender esse enriquecimento do U-money.
Você não acha mais importante abordarem nossos problemas locais, ao invés de chamar a atenção do povo, essa massa de manobra ignorante e ignorada no que tange benezes - para um problema externo que sim, ao receber nossa ajuda pode melhorar nossa situação externa, mas em nada resolve o fato de que, por exemplo "Aqui alguns políticos realmente conseguiram cumprir suas promessas de campanha pela primeira vez" - levando água e esgoto para a maior parte da população carioca?

Alexandre: Ivo, acho que ai que está o grande problema nacional, a falta de visão, vamos tratar do local antes de pensar no global, ok, mas as esferas de governo já são pensadas para fazer isso, quem tem de cuidar de transporte e saneamento básico são as esferas estaduais e municipais. O Federal entra na questão como complementar, e acho que as ações do BNDES tem demonstrado como isso tem se dado, o problema que o Brasileiro, uso o maiúsculo como licensa de redação, generaliza o governo e joga a culpa no governo federal. E sem resolver e se impôr globalmente as coisas não andam dois exemplos em 2003 quando o Canadá bloqueou a carne brasileira o governo bloqueou a bauxita, em 2 meses tava tudo resolvido, porque o Brasil assumiu uma posição de pedir truco. Agora na decisãoda OMC de retaliação o governo conseguiu sobre taxar os EUA por causa da prática de protecionismo indevido, agora com o Brasil defendendo o direito sagrado de cada nação ter a sua autonomia tecnico científica a gente pode manter a coerência e defender a nossa própria.
Não acredito no pão e circo, porque essa política no Brasil não existe. A referência a essa política vem da Roma antiga e era a distribuição de pão nos circos, para deixar a burguesia e o povo feliz, o governo nacional tem tomado várias medidas impopulares para manter uma isonomia fiscal. O que me irrita é a canalhice de setores da sociedade que agora falam no Jornal e nas Revistas pelo aumento de 7,7% para os aposentados, sendo que é o mesmo setor que criou a lei de Responsabilidade fiscal, que impede tal aumento e o mesmo setor que por 10 anos de 1992 a 2002, nunca deu um aumento maior que 3%! Isso para mim é política de pão e circo.
O que o governo federal fez foi traçar uma linha, essa é a regra que o Brasil acredita para desenvolvimento tecnológico-científico, e essa é a linha que vai defender! Sempre nos faltou esse tipo de atuação de termos nossa própria política internacional e não irmos ao tira colo dos outros.

Ivo: Mas cara, não é falta de visão dos Brasileiros, confundir as esferas politicas e fazer cobranças de ambito municipal ou estadual, a esfera federal. É falta de representação para resolução dos problemas nessas esferas.
Sim, é importante para um pais como o nosso, que por falta de posicionamento e verba, perde todos os anos, pesquisadores para outros paises, principalmente EUA, ter um posicionamento sério e publico sobre o que é de interesse tecnologico, como vamos lidar com essa questão e quais são as coisas que valorizamos e defendemos, mas não é essa a questão do que disse anteriormente... o que disse foi que a politica de pao e circo, nascida em um dos mais importantes berços da democracia, alias, sistema esse em vigor em nosso país faz o papel de distrair o povo do foco principal, ei-lo aqui:
- O membro do povo vota para uma pessoa defender seus direitos, representa-lo nas esferas politicas. Qdo essa pessoa passa a não fazer seu papel a contento, ele sobe um nivel na cobrança, procurando responsabilizar as esferas superiores de poder pela incapacidade, essa sim Federal, de monitorar, responsabilizar, punir e até em alguns casos, parabenizar as ações que estão sendo efetuadas pelos outros membros do governo.
- Não me diga que todo o governo, seja ele municipal, estadual, federal - e intergalactico(desculpe, mas não resisti)... não esta lá por havermos depositado em um membro do mesmo a confiança de que defenderia pontos importantes para a sociedade.

Levemos em conta, por exemplo, as ações de vereadores - se pesquisar em qualquer camara, verá que lá o que mais acontece é renomeio de rua - mudança de sentido - moção de aplauso e sessão de título de cidadão honorário - calcular, mesmo que simplesmente a média - vai mostrar um resultado que aponta poucas ações efetivas na melhoria da qualidade de vida das pessoas que votaram.
Vejamos agora na esfera estadual - um exemplo - escolas para todos?! - me diga meu caro - adianta colocar todos na escola e colocar lá pessoas que estão insatisfeitas com sua situação? - quem são a maior parte dos novos professores hoje ingressantes de carreiras públicas a não ser as pessoas que estudaram para uma área e não conseguiram colocação? engenheiros tristes por não serem engenheiros. Pesquisadores químicos que estão tristes por não achar vagas em laboratórios e outros tantos, que tristemente desejavam algo mais para sua carreira/vida e não conseguiram e vão lá tentar melhorar o Brasil, ensinando as crianças a ler(e as tornando analfabetos funcionais) e escrever(hein?!).
Vejamos a esfera federal - quantos problemas claros do governo são enterrados para não ferir a imagem de pessoas que lá estão - começando pelo básico - uma CPI... me diga uma CPI... que custou mais para o governo do que para o povo... quero só uma.
Era quanto a isso que eu reclamava no comentario anterior, digo, se cada um dos politicos que estão em algum ponto da máquina fizesse seu papel, seria claro para cada membro da população a quem responsabilizar e reeleger ou matar - mas não, todos estamos a merce de uma máquina onde as engrenagens que trazem o combustivel pararam de funcionar ou mal funcionam, mas que continua a fazer fumaça, dando a impressão de estar a todo vapor.
Falsidade seria dizer que não me sinto orgulhoso por ver finalmente o Brasil sendo respeitado internacionalmente, mas também seria imcompleto dizer que isso me satisfaz - eu quero que cada centavo que me é tirado como imposto, e imposto sobre imposto, e sobre imposto novamente tenha sua forma de uso declarada - eu quero que a quem eu ajudo a pagar o salario trabalhe e mostre o que esta fazendo - isso é ser servidor público.

Eu não quero saber a quem procurar qdo algo me desagrada no governo, em qualquer esfera, e ao procurar essa pessoa, ter de esperar ele voltar de uma viagem de politica internacional - qdo muitas vezes ele é responsavel por algo local.
Eu não quero crer que pessoas que receberam meu voto vão ussuspar meus direitos e tentar fazer de mim mais um marionete idiota - eu quero que eles trabalhem e calem a boca qto ao que é trabalho dos outros - afinal - sera que eles mesmo sabem a quem é dado cada trabalho? ou passam todo o seu tempo fazer o trabalho que era de "alguem" que "ninguem" fez pq achou que "uma pessoa" ia faze-lo?
Só isso.

Política de Buteco

Fala galera, em meio a loucura do período eleitoral eu, Alexandre Andrade, e o Ivo Nascimento resolvemos criar um blog para falar de política, mas não de uma maneira chata e pendante, como jogo de acusações e tudo o mais. Queremos reproduzir o clima de amigos que discutem política na mesa de bar, mas que depois discutem código, música, tomam uma breja, vão num churrasco.
Ambos não acreditamos que política seja um assunto proibido, mas que se a discussão for sadia realmente a gente pode avançar.
Bem garçom manda duas brejas e uma porção de calabresa!